
E-COMMERCE · MODA ESPORTIVA · 2025
E-commerce com três canais para uma indústria esportiva que nunca tinha vendido direto
Como uma marca de moda esportiva com 20 anos de mercado criou seu primeiro canal direto com o atleta que usa o produto no corpo.
Ver o site publicado
CLIENTE
Mauro Ribeiro Sports
PAPEL
Coordenadora de Produto, Design Lead de um time de 4 pessoas + agência externa
PERÍODO
Abril a setembro de 2025
STATUS
Entregue em setembro de 2025. Entrou em produção depois da saída da coordenadora, sem acesso da equipe aos dados pós-lançamento.
RESUMO
—
Projeto que estava travado havia 10 meses foi entregue em 6, com arquitetura de três canais (B2C, B2B, Personalizados) na mesma plataforma.
—
Navegação reestruturada por esporte, não por tipo de produto, com 39 subcategorias organizadas pelo modelo mental do atleta.
—
Fluxos B2C validados com 5 participantes antes do handoff; e-commerce publicado e em produção.
01
O problema real, não o pedido inicial
O PROBLEMA REAL
O pedido era "faça o e-commerce". O problema era que a marca nunca havia falado com o atleta sem um intermediário no meio, e o time comercial afirmava que o público premium não existia, sem nunca ter tido canal direto para testar isso.
A DECISÃO QUE DEFINIU O PROJETO
Uma plataforma com três canais em vez de dois sites separados, preservando o ambiente digital de pedidos que os lojistas e os representantes comerciais já usavam há anos em vez de substituí-lo por algo totalmente novo.
VALIDAÇÃO
Testes de usabilidade moderados com 5 participantes nos fluxos de navegação por esporte e checkout B2C antes do handoff. Investigação de comportamento de redimensionamento e modo de eixo.
02
O desafio não começava no e-commerce
A Mauro Ribeiro Sports tinha 20 anos de mercado, uma rede de aproximadamente 350 pontos de venda parceiros no Brasil e presença na França. O negócio já possuía uma estrutura comercial consolidada e uma plataforma B2B utilizada pelos lojistas. O desafio era criar um novo canal direto com o atleta sem destruir a estrutura comercial existente.
350 PONTOS DE VENDA
Rede parceira existente que precisava manter operação contínua.
20 ANOS DE MARCA
Legado de produto físico e catálogo, sem canal direto com o atleta.
3 CANAIS
B2C, B2B e personalizados precisavam coexistir na mesma plataforma.
39 SUBCATEGORIAS
Estrutura de navegação profunda para atender a toda a linha de produtos.
SOLUÇÃO ANTERIOR
A tentativa que revelou o problema certo
Antes do e-commerce, o marketing tentou resolver o acesso ao produto com um localizador de lojas. Essa falha foi o que provou a necessidade de um canal direto.
PERTINHO DE MIM
Localizador de lojas por CEP
O marketing criou o "Pertinho de Mim": o cliente digitava o CEP e encontrava o revendedor mais próximo. A lógica fazia sentido porque o problema parecia geográfico.
O INSIGHT
O gargalo não era distância, era tempo
Os produtos novos demoravam semanas para chegar às prateleiras dos lojistas. Às vezes nunca chegavam. O atleta buscava o lançamento, o revendedor não tinha, e a venda se perdia. O Pertinho de Mim tentou resolver o problema errado. E ao falhar, deixou claro qual era o problema certo: a ausência de um canal próprio.

03
Recuperação de um projeto que já estava travado
O projeto não começou do zero. Havia histórico fragmentado, decisões anteriores mal documentadas, stakeholders desalinhados e uma estrutura existente. Antes de redesenhar, era preciso reconstruir o contexto perdido.
Timeline do projeto
Iniciado em junho de 2024 · migrado para o time de produto em abril de 2025 · entrega em setembro de 2025
8 fases
• 6 meses sob coordenação de Neliana Zaplana
01
Contexto inicial
Herança do projeto.
02
Projeto travado
Fragmentação e falta de alinhamento.
03
Reconstrução de contexto
Reuniões, documentos e stakeholders.
04
Alinhamento
Definição de escopo e canais.
05
Exploração
Wireframes e fluxos.
06
Validação
Testes de usabilidade.
07
Handoff
Entrega para engenharia.
08
Produção
Implementação final.
PESQUISA
Três frentes para não construir no escuro
Antes de propor qualquer solução, a equipe precisava entender o que já funcionava, o que o mercado de referência fazia, e como o catálogo deveria ser estruturado.
01
Mapeamento do fluxo B2B existente
Entender o que já funcionava. Os lojistas tinham um fluxo de pedidos em plataforma interna que já conheciam e usavam. O diagnóstico foi claro: essa plataforma não seria substituída, seria integrada.
02
Benchmarking de marcas de referência
A equipe não olhou para concorrentes diretos. Mapeou marcas com o posicionamento que se desejava alcançar: marcas de performance que comunicavam tecnologia e premium de forma consistente em todos os pontos de contato digitais.
03
Análise do catálogo com a Gerente de Coleção
A categorização de um catálogo com três esportes, múltiplas linhas por esporte, gênero e tipo de produto não é decisão técnica — é decisão de negócio. Trabalhar com quem conhecia o catálogo em profundidade foi essencial.
04
Personas e Jornada: antes vs. depois
ATLETA RECREATIVO / B2C
Carlos, 34
Corredor de fim de semana, compra 2-3 pares por ano. Pesquisa online, compara preços, valoriza resenhas e entrega rápida.
NECESSIDADES
• Encontrar o tênis certo para seu tipo de pisada
• Comparar modelos sem ir a loja física
• Confiança na compra online de calçados
FRUSTRAÇÕES
• Site antigo não filtrava por esporte ou pisada
• Sem avaliações de outros atletas
• Checkout confuso, sem previsão de frete clara
LOJISTA / B2B
Renata, 42
Dona de loja multimarca em cidade média. Faz pedidos quinzenais, negocia prazos, precisa de catálogo atualizado e histórico de compras.
NECESSIDADES
• Repor estoque com agilidade
• Visualizar lançamentos e tabela de preços
• Acompanhar status de pedidos em aberto
FRUSTRAÇÕES
• Dependia de ligação para o representante
• Sem visibilidade de estoque em tempo real
• Processo de pedido manual e propenso a erros
MAPA DE JORNADA COMPARATIVO
ETAPA
ANTES (SITE LEGADO)
DEPOIS (NOVO SITE)
Descoberta
Catálogo genérico, sem filtro por esporte. Lojista dependia de PDF do representante.
Navegação por esporte/modalidade. Catálogo B2B em tempo real com estoque visível.
Avaliação
Sem fotos de detalhe, sem reviews. Lojista sem histórico de vendas por modelo.
Galeria 360°, avaliações verificadas. Dashboard B2B com sell-through por SKU.
Compra
Checkout longo (8 etapas), frete calculado só no fim. Pedido B2B via telefone.
Checkout em 3 etapas, frete na PDP. Pedido B2B self-service com condições negociadas.
Pós-compra
Sem tracking, suporte só por e-mail. Lojista sem visibilidade de entrega.
Rastreio em tempo real, WhatsApp integrado. Portal B2B com status de cada pedido.
Recompra
Nenhum estímulo de retorno. Reposição dependia da visita do representante.
Programa de pontos, recomendações. Alerta automático de reposição baseado em giro.
05
O problema era estrutural, não de interface
O desafio não era simplesmente adicionar uma loja ao ecossistema existente. Era criar uma nova relação direta com o atleta sem fragmentar a operação B2B que já sustentava o negócio.
ANTES VS DEPOIS
ANTES
MARCA → LOJISTA → ATLETA
Fluxo indireto: a marca nunca falava direto com o atleta
Evolução
DEPOIS
MARCA → B2C + Atleta | B2B + Lojista | Personalizados + Cliente
Plataforma unificada com três canais integrados
TRÊS ABORDAGENS ESTRUTURAIS
A
Dois sites separados
Arquitetura
2 URLs separadas
Benefício
Simples
Custo
Dobra custo, dilui marca
DESCARTADA
DECISÃO
B
Uma entrada com bifurcação por perfil
Arquitetura
1 entrada com bifurcação
Benefício
Único endereço
Custo
Obriga login antes de ver produto
DESCARTADA
DECISÃO
C
Plataforma única com três canais
Arquitetura
1 plataforma com 3 canais
Benefício
Coerência de marca
Custo
Maior complexidade inicial
ESCOLHIDA
DECISÃO
06
Quatro decisões que definiram o produto
1
Uma plataforma com três canais, não dois sites
DECISÃO
Plataforma única com áreas diferenciadas por contexto de acesso.
POR QUÊ
Preservava a coerência de marca e evitava fragmentar a infraestrutura.
ALTERNATIVA DESCARTADA
Entrada única com bifurcação por perfil após login (obrigava identificação antes de ver produto). Também: Duas URLs completamente separadas (dobrava custo, diluía marca).
CUSTO ACEITO
Maior complexidade arquitetural inicial.
2
Navegação por esporte, não por tipo de produto
DECISÃO
Esporte como primeiro nível de navegação.
POR QUÊ
O ciclista chega pensando em ciclismo, não em bermuda. Modelo mental do usuário antes da lógica de produção.
ALTERNATIVA DESCARTADA
Organização por tipo de produto, padrão do setor.
CUSTO ACEITO
Reestruturar a arquitetura de informação e as 39 subcategorias.
3
Integrar a plataforma B2B legada, não substituir
DECISÃO
Manter o fluxo de pedidos que os lojistas já conheciam e integrá-lo.
POR QUÊ
Substituição geraria resistência em ~350 pontos de venda + França.
ALTERNATIVA DESCARTADA
Solução proprietária única para os dois públicos.
CUSTO ACEITO
Conviver com arquitetura mais complexa para preservar continuidade operacional.
4
Direção visual orientada ao uso, não ao catálogo
DECISÃO
Produto em contexto real de uso, com atleta em movimento.
POR QUÊ
Fotografia em fundo branco comunica SKU, não marca. Público premium precisava reconhecer nível antes de ler descrição técnica.
ALTERNATIVA DESCARTADA
Still de catálogo em fundo branco (acervo existente, custo zero).
CUSTO ACEITO
Produção de novos ativos visuais.
wireframes
Estrutura antes do visual
1
FLUXO DO ATLETA (B2C)

01. HOME ATLETA

03. MENU CICLISMO

07. MENU PRINCIPAL

08. MENU MASCULINO

09. LISTAGEM DE PRODUTOS

10. PRODUTO / GALERIA

11. PRODUTO / VARIAÇÕES

12. PRODUTO / ADICIONADO

13. CARRINHO

14. CHECKOUT / ENTREGA
2
FLUXO DO LOJISTA (B2B)

02. HOME LOJISTA

04. MENU LOJISTAS

05. LOGIN LOJISTA

06. REVENDA / SEJA PARCEIRO
08
A equipe validou antes de entregar
Simulação - 5 participantes
Resumo da validação
5 participantes testaram 5 tarefas-chave do fluxo B2C. Resultado: 4 de 5 tarefas com conclusão total sem ajuda.
Resultados das hipóteses
H1
Confirmada
Navegação por esporte permite chegar ao produto sem busca.
H2
Parcialmente confirmada
Informação técnica sustenta a escolha entre modelos próximos.
H3
Parcialmente confirmada
Seletor de tamanho não interrompe o fluxo.
H4
Confirmada
Separação B2C/B2B não gera erro de entrada.
Métricas principais
T1 concluído
5/5
T2 sem dificuldade
4/5
Tamanho sem interrupção
4/5
Chegaram ao pagamento
4/5
Busca como escape
0/5
Hesitação relevante
2/5
Síntese
A simulação sugere que a arquitetura por esporte cumpre bem seu papel como porta de entrada: todos os participantes chegaram ao produto sem depender da busca textual. O principal ponto de atenção não está na descoberta, mas na tomada de decisão.
1. Comparação entre modelos próximos
A diferença entre produtos precisa ser suficientemente evidente na listagem e/ou na página de produto.
2. Confiança no tamanho
A tabela pode não ser suficiente para todos; informações de caimento ou orientação mais contextual podem reduzir a hesitação.
Fluxos reais capturados no site publicado - atleta comprando diretamente e lojista acessando o portal B2B autenticado.
DECISÃO DE PROCESSO
Por que criar mockups com plataforma e agência já definidas?
Mesmo com a plataforma de e-commerce pré-definida e a agência contratada para o desenvolvimento, a equipe criou mockups detalhados dos layouts para guiar como a plataforma deveria ser personalizada. Os mockups funcionaram como especificação visual - um contrato entre o design esperado e a implementação pela agência, garantindo que a experiência final refletisse as decisões de produto e não apenas os templates padrão da plataforma.
1
FLUXO DO ATLETA (B2C)

01. HOMEPAGE

02. MENU POR ESPORTE

03. SUBMENU CICLISMO

04. CATEGORIAS MASCULINO

05. LISTAGEM DE PRODUTOS

06. PÁGINA DO PRODUTO

07. SELEÇÃO DE VARIANTES

08. ADICIONADO AO CARRINHO

09. CARRINHO COM CROSS-SELL

10. CHECKOUT
2
FLUXO DO LOJISTA (B2B)

01. PORTAL DO LOJISTA

02. AUTENTICAÇÃO

03. MENU LOJISTAS

04. CATÁLOGO POR GRADE
PROJETO PUBLICADO
Veja o resultado final no ar
E-commerce B2C + Portal B2B funcionando em produção.
Ver o site publicado
09
Escopo entregue
3 canais integrados
B2C, B2B, Personalizados.
39 subcategorias estruturadas
Estrutura de navegação profunda para atender a toda a linha de produtos.
Integração com operação B2B existente
Rede parceira existente que precisava manter operação contínua.
Arquitetura preparada para venda direta
Estrutura pronta para o consumidor final comprar direto pelo site.
Fluxos B2C validados antes do handoff
B2C, B2B e personalizados precisavam coexistir na mesma plataforma.
Sistema responsivo investigado
Experiência consistente em diferentes tamanhos de tela.
MÉTRICAS DEFINIDAS PARA ACOMPANHAMENTO
Meta: +25%
Taxa de conversão
SKUs de lançamento via canal direto
Prazo: 6 meses após o lançamento
R$ 142
Ticket médio B2C
Comparativo com canal indireto
Baseline pré-lançamento
Meta: 1,5k pedidos/mês
Volume B2B
Pedidos via portal integrado
Meta: −50%
Demanda reprimida
Queda de reclamações em redes sociais
Baseline: 120 reclamações/mês
A coordenadora saiu da empresa antes da coleta de dados pós-lançamento. Os KPIs acima foram definidos durante o projeto como indicadores de sucesso a serem monitorados.
10
O que este projeto ensinou à equipe
01
O problema declarado raramente é o problema real
O briefing dizia "colocar o e-commerce no ar". Mas a investigação mostrou que o verdadeiro problema era a ausência de um canal direto que acompanhasse o ritmo de lançamento da marca. A solução não era "um site", era uma arquitetura de distribuição.
02
Projeto parado exige diagnóstico antes de execução
O projeto já tinha histórico, decisões anteriores e premissas não documentadas. Começar a executar sem entender o contexto herdado teria significado repetir erros passados. Reconstruir o contexto levou tempo, mas evitou retrabalho.
03
Em empresas em transição digital, o designer cria estrutura
Não havia equipe de produto, nem processos de discovery consolidados. O trabalho de design incluiu criar frameworks de decisão, documentar fluxos e negociar com stakeholders — não apenas desenhar telas.
04
Categorizar produto é decisão de produto, não de catálogo
A taxonomia, como atletas encontram o que precisam, foi uma das decisões mais estratégicas do projeto. Não era organização de inventário: era arquitetura de informação que definiria a experiência de navegação inteira.
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Trabalhos
Sobre
CONTATO
ne.zaplana@gmail.com
+55 41 98892-3287
DISPONIBILIDADE
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© 2026 Neliana Zaplana Braga

E-COMMERCE · MODA ESPORTIVA · 2025
E-commerce com três canais para uma indústria esportiva que nunca tinha vendido direto
Como uma marca de moda esportiva com 20 anos de mercado criou seu primeiro canal direto com o atleta que usa o produto no corpo.
Ver o site publicado
CLIENTE
Mauro Ribeiro Sports
PAPEL
Coordenadora de Produto, Design Lead de um time de 4 pessoas + agência externa
PERÍODO
Abril a setembro de 2025
STATUS
Entregue em setembro de 2025. Entrou em produção depois da saída da coordenadora, sem acesso da equipe aos dados pós-lançamento.
RESUMO
—
Projeto que estava travado havia 10 meses foi entregue em 6, com arquitetura de três canais (B2C, B2B, Personalizados) na mesma plataforma.
—
Navegação reestruturada por esporte, não por tipo de produto, com 39 subcategorias organizadas pelo modelo mental do atleta.
—
Fluxos B2C validados com 5 participantes antes do handoff; e-commerce publicado e em produção.
01
O problema real, não o pedido inicial
O PROBLEMA REAL
O pedido era "faça o e-commerce". O problema era que a marca nunca havia falado com o atleta sem um intermediário no meio, e o time comercial afirmava que o público premium não existia, sem nunca ter tido canal direto para testar isso.
A DECISÃO QUE DEFINIU O PROJETO
Uma plataforma com três canais em vez de dois sites separados, preservando o ambiente digital de pedidos que os lojistas e os representantes comerciais já usavam há anos em vez de substituí-lo por algo totalmente novo.
VALIDAÇÃO
Testes de usabilidade moderados com 5 participantes nos fluxos de navegação por esporte e checkout B2C antes do handoff. Investigação de comportamento de redimensionamento e modo de eixo.
02
O desafio não começava no e-commerce
A Mauro Ribeiro Sports tinha 20 anos de mercado, uma rede de aproximadamente 350 pontos de venda parceiros no Brasil e presença na França. O negócio já possuía uma estrutura comercial consolidada e uma plataforma B2B utilizada pelos lojistas. O desafio era criar um novo canal direto com o atleta sem destruir a estrutura comercial existente.
350 PONTOS DE VENDA
Rede parceira existente que precisava manter operação contínua.
20 ANOS DE MARCA
Legado de produto físico e catálogo, sem canal direto com o atleta.
3 CANAIS
B2C, B2B e personalizados precisavam coexistir na mesma plataforma.
39 SUBCATEGORIAS
Estrutura de navegação profunda para atender a toda a linha de produtos.
SOLUÇÃO ANTERIOR
A tentativa que revelou o problema certo
Antes do e-commerce, o marketing tentou resolver o acesso ao produto com um localizador de lojas. Essa falha foi o que provou a necessidade de um canal direto.
PERTINHO DE MIM
Localizador de lojas por CEP
O marketing criou o "Pertinho de Mim": o cliente digitava o CEP e encontrava o revendedor mais próximo. A lógica fazia sentido porque o problema parecia geográfico.
O INSIGHT
O gargalo não era distância, era tempo
Os produtos novos demoravam semanas para chegar às prateleiras dos lojistas. Às vezes nunca chegavam. O atleta buscava o lançamento, o revendedor não tinha, e a venda se perdia. O Pertinho de Mim tentou resolver o problema errado. E ao falhar, deixou claro qual era o problema certo: a ausência de um canal próprio.

03
Recuperação de um projeto que já estava travado
O projeto não começou do zero. Havia histórico fragmentado, decisões anteriores mal documentadas, stakeholders desalinhados e uma estrutura existente. Antes de redesenhar, era preciso reconstruir o contexto perdido.
Timeline do projeto
Iniciado em junho de 2024 · migrado para o time de produto em abril de 2025 · entrega em setembro de 2025
8 fases
• 6 meses sob coordenação de Neliana Zaplana
01
Contexto inicial
Herança do projeto.
02
Projeto travado
Fragmentação e falta de alinhamento.
03
Reconstrução de contexto
Reuniões, documentos e stakeholders.
04
Alinhamento
Definição de escopo e canais.
05
Exploração
Wireframes e fluxos.
06
Validação
Testes de usabilidade.
07
Handoff
Entrega para engenharia.
08
Produção
Implementação final.
PESQUISA
Três frentes para não construir no escuro
Antes de propor qualquer solução, a equipe precisava entender o que já funcionava, o que o mercado de referência fazia, e como o catálogo deveria ser estruturado.
01
Mapeamento do fluxo B2B existente
Entender o que já funcionava. Os lojistas tinham um fluxo de pedidos em plataforma interna que já conheciam e usavam. O diagnóstico foi claro: essa plataforma não seria substituída, seria integrada.
02
Benchmarking de marcas de referência
A equipe não olhou para concorrentes diretos. Mapeou marcas com o posicionamento que se desejava alcançar: marcas de performance que comunicavam tecnologia e premium de forma consistente em todos os pontos de contato digitais.
03
Análise do catálogo com a Gerente de Coleção
A categorização de um catálogo com três esportes, múltiplas linhas por esporte, gênero e tipo de produto não é decisão técnica — é decisão de negócio. Trabalhar com quem conhecia o catálogo em profundidade foi essencial.
04
Personas e Jornada: antes vs. depois
ATLETA RECREATIVO / B2C
Carlos, 34
Corredor de fim de semana, compra 2-3 pares por ano. Pesquisa online, compara preços, valoriza resenhas e entrega rápida.
NECESSIDADES
• Encontrar o tênis certo para seu tipo de pisada
• Comparar modelos sem ir a loja física
• Confiança na compra online de calçados
FRUSTRAÇÕES
• Site antigo não filtrava por esporte ou pisada
• Sem avaliações de outros atletas
• Checkout confuso, sem previsão de frete clara
LOJISTA / B2B
Renata, 42
Dona de loja multimarca em cidade média. Faz pedidos quinzenais, negocia prazos, precisa de catálogo atualizado e histórico de compras.
NECESSIDADES
• Repor estoque com agilidade
• Visualizar lançamentos e tabela de preços
• Acompanhar status de pedidos em aberto
FRUSTRAÇÕES
• Dependia de ligação para o representante
• Sem visibilidade de estoque em tempo real
• Processo de pedido manual e propenso a erros
MAPA DE JORNADA COMPARATIVO
ETAPA
ANTES (SITE LEGADO)
DEPOIS (NOVO SITE)
Descoberta
Catálogo genérico, sem filtro por esporte. Lojista dependia de PDF do representante.
Navegação por esporte/modalidade. Catálogo B2B em tempo real com estoque visível.
Avaliação
Sem fotos de detalhe, sem reviews. Lojista sem histórico de vendas por modelo.
Galeria 360°, avaliações verificadas. Dashboard B2B com sell-through por SKU.
Compra
Checkout longo (8 etapas), frete calculado só no fim. Pedido B2B via telefone.
Checkout em 3 etapas, frete na PDP. Pedido B2B self-service com condições negociadas.
Pós-compra
Sem tracking, suporte só por e-mail. Lojista sem visibilidade de entrega.
Rastreio em tempo real, WhatsApp integrado. Portal B2B com status de cada pedido.
Recompra
Nenhum estímulo de retorno. Reposição dependia da visita do representante.
Programa de pontos, recomendações. Alerta automático de reposição baseado em giro.
05
O problema era estrutural, não de interface
O desafio não era simplesmente adicionar uma loja ao ecossistema existente. Era criar uma nova relação direta com o atleta sem fragmentar a operação B2B que já sustentava o negócio.
ANTES VS DEPOIS
ANTES
MARCA → LOJISTA → ATLETA
Fluxo indireto: a marca nunca falava direto com o atleta
Evolução
DEPOIS
MARCA → B2C + Atleta | B2B + Lojista | Personalizados + Cliente
Plataforma unificada com três canais integrados
TRÊS ABORDAGENS ESTRUTURAIS
A
Dois sites separados
Arquitetura
2 URLs separadas
Benefício
Simples
Custo
Dobra custo, dilui marca
DESCARTADA
DECISÃO
B
Uma entrada com bifurcação por perfil
Arquitetura
1 entrada com bifurcação
Benefício
Único endereço
Custo
Obriga login antes de ver produto
DESCARTADA
DECISÃO
C
Plataforma única com três canais
Arquitetura
1 plataforma com 3 canais
Benefício
Coerência de marca
Custo
Maior complexidade inicial
ESCOLHIDA
DECISÃO
06
Quatro decisões que definiram o produto
1
Uma plataforma com três canais, não dois sites
DECISÃO
Plataforma única com áreas diferenciadas por contexto de acesso.
POR QUÊ
Preservava a coerência de marca e evitava fragmentar a infraestrutura.
ALTERNATIVA DESCARTADA
Entrada única com bifurcação por perfil após login (obrigava identificação antes de ver produto). Também: Duas URLs completamente separadas (dobrava custo, diluía marca).
CUSTO ACEITO
Maior complexidade arquitetural inicial.
2
Navegação por esporte, não por tipo de produto
DECISÃO
Esporte como primeiro nível de navegação.
POR QUÊ
O ciclista chega pensando em ciclismo, não em bermuda. Modelo mental do usuário antes da lógica de produção.
ALTERNATIVA DESCARTADA
Organização por tipo de produto, padrão do setor.
CUSTO ACEITO
Reestruturar a arquitetura de informação e as 39 subcategorias.
3
Integrar a plataforma B2B legada, não substituir
DECISÃO
Manter o fluxo de pedidos que os lojistas já conheciam e integrá-lo.
POR QUÊ
Substituição geraria resistência em ~350 pontos de venda + França.
ALTERNATIVA DESCARTADA
Solução proprietária única para os dois públicos.
CUSTO ACEITO
Conviver com arquitetura mais complexa para preservar continuidade operacional.
4
Direção visual orientada ao uso, não ao catálogo
DECISÃO
Produto em contexto real de uso, com atleta em movimento.
POR QUÊ
Fotografia em fundo branco comunica SKU, não marca. Público premium precisava reconhecer nível antes de ler descrição técnica.
ALTERNATIVA DESCARTADA
Still de catálogo em fundo branco (acervo existente, custo zero).
CUSTO ACEITO
Produção de novos ativos visuais.
wireframes
Estrutura antes do visual
1
FLUXO DO ATLETA (B2C)

01. HOME ATLETA

03. MENU CICLISMO

07. MENU PRINCIPAL

08. MENU MASCULINO

09. LISTAGEM DE PRODUTOS

10. PRODUTO / GALERIA

11. PRODUTO / VARIAÇÕES

12. PRODUTO / ADICIONADO

13. CARRINHO

14. CHECKOUT / ENTREGA
2
FLUXO DO LOJISTA (B2B)

02. HOME LOJISTA

04. MENU LOJISTAS

05. LOGIN LOJISTA

06. REVENDA / SEJA PARCEIRO
08
A equipe validou antes de entregar
Simulação - 5 participantes
Resumo da validação
5 participantes testaram 5 tarefas-chave do fluxo B2C. Resultado: 4 de 5 tarefas com conclusão total sem ajuda.
Resultados das hipóteses
H1
Confirmada
Navegação por esporte permite chegar ao produto sem busca.
H2
Parcialmente confirmada
Informação técnica sustenta a escolha entre modelos próximos.
H3
Parcialmente confirmada
Seletor de tamanho não interrompe o fluxo.
H4
Confirmada
Separação B2C/B2B não gera erro de entrada.
Métricas principais
T1 concluído
5/5
T2 sem dificuldade
4/5
Tamanho sem interrupção
4/5
Chegaram ao pagamento
4/5
Busca como escape
0/5
Hesitação relevante
2/5
Síntese
A simulação sugere que a arquitetura por esporte cumpre bem seu papel como porta de entrada: todos os participantes chegaram ao produto sem depender da busca textual. O principal ponto de atenção não está na descoberta, mas na tomada de decisão.
1. Comparação entre modelos próximos
A diferença entre produtos precisa ser suficientemente evidente na listagem e/ou na página de produto.
2. Confiança no tamanho
A tabela pode não ser suficiente para todos; informações de caimento ou orientação mais contextual podem reduzir a hesitação.
Fluxos reais capturados no site publicado - atleta comprando diretamente e lojista acessando o portal B2B autenticado.
DECISÃO DE PROCESSO
Por que criar mockups com plataforma e agência já definidas?
Mesmo com a plataforma de e-commerce pré-definida e a agência contratada para o desenvolvimento, a equipe criou mockups detalhados dos layouts para guiar como a plataforma deveria ser personalizada. Os mockups funcionaram como especificação visual - um contrato entre o design esperado e a implementação pela agência, garantindo que a experiência final refletisse as decisões de produto e não apenas os templates padrão da plataforma.
1
FLUXO DO ATLETA (B2C)

01. HOMEPAGE

02. MENU POR ESPORTE

03. SUBMENU CICLISMO

04. CATEGORIAS MASCULINO

05. LISTAGEM DE PRODUTOS

06. PÁGINA DO PRODUTO

07. SELEÇÃO DE VARIANTES

08. ADICIONADO AO CARRINHO

09. CARRINHO COM CROSS-SELL

10. CHECKOUT
2
FLUXO DO LOJISTA (B2B)

01. PORTAL DO LOJISTA

02. AUTENTICAÇÃO

03. MENU LOJISTAS

04. CATÁLOGO POR GRADE
PROJETO PUBLICADO
Veja o resultado final no ar
E-commerce B2C + Portal B2B funcionando em produção.
Ver o site publicado
09
Escopo entregue
3 canais integrados
B2C, B2B, Personalizados.
39 subcategorias estruturadas
Estrutura de navegação profunda para atender a toda a linha de produtos.
Integração com operação B2B existente
Rede parceira existente que precisava manter operação contínua.
Arquitetura preparada para venda direta
Estrutura pronta para o consumidor final comprar direto pelo site.
Fluxos B2C validados antes do handoff
B2C, B2B e personalizados precisavam coexistir na mesma plataforma.
Sistema responsivo investigado
Experiência consistente em diferentes tamanhos de tela.
MÉTRICAS DEFINIDAS PARA ACOMPANHAMENTO
Meta: +25%
Taxa de conversão
SKUs de lançamento via canal direto
Prazo: 6 meses após o lançamento
R$ 142
Ticket médio B2C
Comparativo com canal indireto
Baseline pré-lançamento
Meta: 1,5k pedidos/mês
Volume B2B
Pedidos via portal integrado
Meta: −50%
Demanda reprimida
Queda de reclamações em redes sociais
Baseline: 120 reclamações/mês
A coordenadora saiu da empresa antes da coleta de dados pós-lançamento. Os KPIs acima foram definidos durante o projeto como indicadores de sucesso a serem monitorados.
10
O que este projeto ensinou à equipe
01
O problema declarado raramente é o problema real
O briefing dizia "colocar o e-commerce no ar". Mas a investigação mostrou que o verdadeiro problema era a ausência de um canal direto que acompanhasse o ritmo de lançamento da marca. A solução não era "um site", era uma arquitetura de distribuição.
02
Projeto parado exige diagnóstico antes de execução
O projeto já tinha histórico, decisões anteriores e premissas não documentadas. Começar a executar sem entender o contexto herdado teria significado repetir erros passados. Reconstruir o contexto levou tempo, mas evitou retrabalho.
03
Em empresas em transição digital, o designer cria estrutura
Não havia equipe de produto, nem processos de discovery consolidados. O trabalho de design incluiu criar frameworks de decisão, documentar fluxos e negociar com stakeholders — não apenas desenhar telas.
04
Categorizar produto é decisão de produto, não de catálogo
A taxonomia, como atletas encontram o que precisam, foi uma das decisões mais estratégicas do projeto. Não era organização de inventário: era arquitetura de informação que definiria a experiência de navegação inteira.
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